Questões sobre a obra de Luís de Camões
Questão 1
LiteraturaUNIEVA2020Leia o texto a seguir, para responder à questão.
Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandre e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.(Canto primeiro de "Os Lusiadas”)
A partir da análise do poema, é correto afirmar que:
Questão 2
LiteraturaUNIVAG2021Leia o poema de Rubem Braga para responder à questão.
E quando nós saímos era a Lua,
Era o vento caído e o mar sereno
Azul e cinza azul anoitecendo
A tarde ruiva das amendoeiras.
E respiramos, livres das ardências
Do sol, que nos levara à sombra cauta
Tangidos pelo canto das cigarras
Dentro e fora de nós exasperadas.
Andamos em silêncio pela praia.
Nos corpos leves e levados ia
O sentimento do prazer cumprido.
(Livro de versos, 1998.)
Se mágoa me ficou na despedida,
Não fez mal que ficasse, nem doesse −
Era bem doce, perto das antigas.O poema descreve um rompimento que
Questão 3
LiteraturaINSPER2019Leia trecho do poema de Olavo Bilac.
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amote assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
(Olavo Bilac, Poesias)
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!No poema, o eu lírico
Questão 4
LiteraturaFACISB2016Leia o poema de Luís de Camões para responder à questão
Tanto de meu estado me acho incerto
que, em vivo ardor, tremendo estou de frio;
sem causa, justamente choro e rio;
o mundo todo abarco e nada aperto.É tudo quanto sinto um desconcerto;
da alma um fogo me sai, da vista um rio;
agora espero, agora desconfio,
agora desvario, agora acerto.Estando em terra, chego ao Céu voando;
num´hora acho mil anos, e é jeito
que em mil anos não posso achar um´hora.Se me pergunta alguém por que assi ando,
respondo que não sei; porém suspeito
que só porque vos vi, minha Senhora.
(Sonetos de Camões, 2007.)No poema, o eu lírico diz estar
Questão 5
LiteraturaFACISB2016Leia o poema de Luís de Camões para responder à questão
Tanto de meu estado me acho incerto
que, em vivo ardor, tremendo estou de frio;
sem causa, justamente choro e rio;
o mundo todo abarco e nada aperto.É tudo quanto sinto um desconcerto;
da alma um fogo me sai, da vista um rio;
agora espero, agora desconfio,
agora desvario, agora acerto.Estando em terra, chego ao Céu voando;
num´hora acho mil anos, e é jeito
que em mil anos não posso achar um´hora.Se me pergunta alguém por que assi ando,
respondo que não sei; porém suspeito
que só porque vos vi, minha Senhora.
(Sonetos de Camões, 2007.)Uma característica que faz o poema de Camões remeter às cantigas medievais é